São Domingos e Monsenhor Zubieta

Junho 12, 2021
MONSENHOR ZUBIETA Y LÉS
100 ANOS DA SUA MORTE
S. DOMINGOS
800 ANOS DA SUA MORTE
  TRAÇOS COMUNS (ALGUNS)  
HOMENS DE DEUS! HOMENS DE ORAÇÃO!
-Repetia: ”Só a Fé e confiança em Deus me infundem tranquilidade”
-No meio de tanta solidão, só encontrava junto do Sacrário as suas consolações e só aí encontrava força para os seus trabalhos, tristezas e contrariedades. Só junto aos Sacrários que instalou nas missões, achou o seu repouso.
-Atribuía a sua vocação a Maria e afirmou: “Dominicano hei-de ser, porque a Virgem assim o quer”.
-Amava tanto o Rosário, que o rezava vezes sem fim, sobretudo nas longas viagens de canoa, na montanha, quando não tinha a possibilidade de rezar o ofício. Amava-o tanto que foi o “apelido” que que deu à Congregação que fundou.
-De dia falava aos Homens de Deus; de noite falava dos homens a Deus.
-De noite ninguém era  tão assíduo às Vigílias e Oração
-Nas 9 formas de rezar que lhe são atribuídas, em quase todas elas aparecem a Cruz e o Altar, o que indica o importante que era para ele a Eucaristia, a Morte e Ressurreição de Jesus.
-Passava as noites em oração e quando o cansaço já o dominava, o altar, onde celebrava a Eucaristia, servia-lhe de encosto.
-De tal modo Domingos amava Maria, que a Tradição liga-o à fundação do Rosário
 ESPÍRITO  DE MISSÃO E OPÇÃO PELOS POBRES
.Desde muito cedo desejava ir como Missionário para Tonkín, Oriente, com a esperança de vir a dar a sua vida por Cristo, tal como os Mártires da China.
-Foi destinado às Filipinas e passado pouco tempo foi-lhe confiada a reabertura duma Missão muito difícil e perigosa, em plena selva.
-Por problemas políticos do País esteve 18 meses preso, juntamente com muitos outros Missionários, tendo sofrido um verdadeiro martírio. Apos o mesmo, perguntam-lhe se a sua vocação missionária e de martírio tinha esfriado, ao que respondeu, que até se tinha reforçado.
-Terminado o cativeiro e enquanto se repunha, é enviado, sem esperar, para ir para as Missões da Amazónia, Peru,
-Chega a um território, de 34 000m2, onde apenas se podia chegar, atravessando os Andes e depois de canoa, apenas com 4 Frades, para iniciar a implantação da Igreja
-Manda informações às autoridades denunciando a exploração a que os nativos estavam sujeitos e a reclamar justiça
-A defesa dos nativos causou-lhe muitos sofrimentos, calúnias e ameaças de morte.
- Aparece como o defensor da vida na sua totalidade, especialmente da vida do povo indígena.
-Para chegar às Tribos espalhadas pela selva 
– muitas ainda desconhecidas – e aí implantar uma Missão acabou por ser um grande explorador, ao mesmo tempo que introduzia alguns meios de comunicação, como telégrafos. Isto mereceu-lhe uma condecoração nacional.
-Sabia que a Fraternidade é o primeiro anúncio do Evangelho e, por, isso, a vida fraterna em comunidade, é algo essencial para Domingos.
-Diante da heresia e do erro, deixa a sua vida cómoda e tranquila em Osma, e inicia toda uma nova vida de luta, de pregação.
-O seu ardor missionário era tanto, que fundou a Ordem dos Pregadores, para anunciar a Boa Nova de Jesus
-Compreendeu que o surgir das cidades – burgos- exigia um novo estilo de presença da Igreja e da Missão, por isso para aí enviou os primeiros Frades.
-Percorreu a Europa a pé, para pregar e evangelizar sempre a rezar e a cantar.
-Morreu com o desejo de ir evangelizar os Cumanos.
-Valorizava muito a oração das Monjas para o bom êxito da Pregação, e por isso chamava aos seus Mosteiros ”A Santa Pregação”
  - Ainda estudante, em tempos de crise, vende os seus livros, porque não pode estudar em peles mortas, enquanto as pessoas morrem de fome.
-Inicia uma Pregação despojada de todos os sinais de riqueza, em contraste com os Delegados pontifícios.
-Sabia que a pobreza era essencial para se poder anunciar o Evangelho e em tudo se mostrava um amante da pobreza e dos pobres
-Foi a expressão da Compaixão e repetia frequentemente: “o que será dos pobres pecadores”?
ESTUDO E FORMAÇÃO
- Dizia: “Seria um erro se o trabalho de propagação da fé nas nossas montanhas fosse puramente religioso”: Primeiro o povo deve ser formado, depois as pessoas e finalmente os cristãos, esta é a nossa ocupação actual”.
-Para ele não havia missão sem escola
-Percebeu que os indígenas só podiam progredir, sobre o alicerce da família, mas para isso é imprescindível educar a mulher. Era, pois, necessário levar Religiosas para a selva,  algo inédito e era visto por muitos como impossível. Daí chamarem-no de louco e imprudente
-A originalidade de Domingos é substituir o trabalho agrícola dos Monges, pelo estudo. -Sendo os Frades ainda muito poucos. S. Domingos envia-os dois a dois, pela Europa, o que não foi bem visto por muitos. -Vê no estudo uma das melhores maneiras de procurar Deus na realidade do mundo e das pessoas e para se procurar a Verdade. -A cela para Domingos é em primeiro lugar o local de trabalho, de estudo, da maturação da Fé.      
VALORIZAÇÃO DA MULHER, DOS LEIGOS E DOS VALORES HUMANOS …
- O que vós fazeis, onde quer que vos encontrais, vale mais que os trabalhos duma comunidade de Religiosos, mais que todos os sermões, simplesmente porque educais a mulher, base da Família e da sociedade, e dia virá em que se dê às religiosas o local ou posto que lhes corresponde, em relação com os trabalhos realizados a favor da evangelização.
-Pelo seu carácter franco e simples era por todos respeitado e querido. Possuía o dom das gentes
-Rezava muitas vezes o Ofício com as Monjas e gostava de lhe levar “mimos”.
-Os Leigos desde o início foram fundamentais para a Obra da Pregação.
-A doutrina cátara desvalorizava o corpo, e Domingos servia-se dele para rezar, pois o corpo é a possibilidade de encontro com Deus e com os Irmãos.
-Durante o dia ninguém mais próximo e afável do que Domingos no seu trato com os frades e os companheiros. Todos cabiam na imensa caridade do seu coração e amando a todos, os o amavam.
PÓS MORTE
- Enquanto que Ascensão Nicol, foi Beatificada há já alguns anos, tendo morrido depois, Mons. Zubieta tem estado como  que esquecido na própria Diocese que criou, Puerto Maldonado, entre os Frades – a quem competia iniciar o processo - e até algo na Congregação das Missionárias Dominicanas do Rosário, que fundou. -O Sucessor de S. Domingos no Governo da Ordem, o Beato Jordão de Saxónia, teve que chamar a atenção dos Frades, por pouco darem a conhecer a pessoa de S. Domingos e isto tem-se verificado um pouco ao longo da História. Parece-lhes que as suas glórias devem ficar em segundo plano, diante da prioridade do Pregação do Evangelho. É como se S. Domingos quisesse  esconder-se por detrás da Ordem que fundou.