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Pequenas flores que vão nascendo no meio do deserto

 

Ata do encontro da CJP-CIRP – Bairro das Fonsecas

No dia 25.01.2012, às 10h00, teve lugar a reunião da ComissãoJP no Bairro das Fonsecas e Quinta dos Barros, onde vive uma pequena comunidade de inserção das Irmãs Teresianas. Participaram as Irmãs Júlia Barroso, Aida, Deolinda,  Helena Moderno, Maria do Carmo Bogo e  os padres Luca e Valentim. Foi nossa guia a Ir. Júlia Barroso, que nos acompanhou numa v isita ao bairro, explicando a sua história desde os tempos em que o local era ocupado por barracas, passando pelo pós-25 de Abril e a construção de dois blocos de habitação cooperativa, até aos nossos dias com a construção de um novo bloco de habitação social por parte da Câmara de Lisboa.

Constatamos que a história do bairro se vai construindo a partir de uma realidade de marginalização geográfica, social e económica, no meio de muitas vicissitudes e no desconhecimento por parte da generalidade das pessoas e instituições da realidade que ali se vive. Até em termos eclesiásticos a descoberta deste bairro como parte da Paróquia do Campo Grande só se verificou durante a primeira década de 2000.

Tanto os dois primeiros blocos do modelo cooperativo como o último propriedade da CM de Lisboa, obedeceram a interessantes projectos de espaços de encontro e de convívio. Foram realizados com esse objectivo, mas constatamos que antes, como agora, a população não foi capaz de corresponder às oportunidades que lhe foram oferecidas: os espaços não foram utilizados para isso, tornaram-se espaços de insegurança e sensíveis à degradação material. Esta situação explica-se pelo facto de se tratar de pessoas vindas das mais diversas partes do país, de fracos meios económicos, de acentuado nível de iliteracia e de ausência de forças organizadas e capacitadas para criarem entre elas o sentido da comunidade activa.

Os moradores do primeiro bloco, no pós-25 de Abril conseguiram ter alguma capacidade de organização, o que explica  apesar de tudo alguma dinâmica comunitária. Há uma associação de moradores com um espaço de convívio-bar e recinto desportivo. A partir do momento em que a Igreja “descobriu” o lugar e começou a fazer alguma aproximação às pessoa, começou a esboçar-se alguma dinâmica de maior humanização. A presença da pequena comunidade das irmãs teresianas foi um elemento determinante para isso, tendo em conta o espírito do projecto dessa comunidade: não vir para fundar uma obra no sentido habitual do termo, mas simplesmente para estarem iguais entre iguais, mas segundo o espírito do Evangelho.

Com as irmãs ali – são três neste momento – foi irradiando uma força agregadora e, nessa pequena comunidade foi aparecendo um espaço de confiança e humanização. Acolher as pessoas em casa, fora da habitual ordem conventual, escutá-las, encaminhá-las e eventualmente acompanhá-las traz uma dimensão de humanidade frequentemente ausente das vidas desestruturadas, sem laços, com baixo nível de autoestima e por vezes em total resignação ou dependência. Provavelmente essa presença terá provocado mais atenção por parte da autarquia e da Paróquia do Campo Grande. Foi disponibilizado um espaço devoluto e que agora é gerido pelo Centro Social Paroquial do C.G. Também ultimamente foi disponibilizado o R/C de um lote onde diversas actividades são levadas a cabo para formação e ocupação de tempos livres.

São pequenas flores que vão nascendo no meio do deserto.

InÍcio do postulantado e noviciado em mahotas

Muito queridas irmãs

Desde a comunidade de São Domingos das Mahotas, vai um grande abraço para cada uma de vós.Todas tivemos a preparação e celebração da festa da nossa madre fundadora, mas para nós, teve um tom bem especial, porque tivemos a alegria de receber quatro jovens, que querem partilhar connosco a vida de entrega e missão ao serviço dos mais pobres.

A celebração, foi antecedida por um dia de retiro e reflexão, sobre o tema de seguimento de Jesus, orientada por irmã Vera das irmãs combonianas. Foi reanlmente um dia de aprofundamento da nossa entrega sobretudo nas manas mais jovens, a tomada de consciência do passo que iriam dar, no seguimento
de Jesus dentro da nossa Congragação. No dia 24 dia em que todas nos sentimos unidas no mesmo ideal, logo de manhã, começamos com os preparativos a nivel interno e exteno, sentimos uma grande alegria porque não é fácil hoje jovens como elas deixarem os atrativos do nosso mundo, que são muitos, para se dedicarem às coisas de Deus, agradecamos ao Senhor, a coragem destas jovens, pela sua disponibilidade em aceitar o convite de Deus e por fazerem parte da nossa familia. A Beatriz e a Hadjira começaram a etapa do postulantado, a Clara e a Rafaela começaram a etapa do noviciado.

A celebração foi muito simples mas bonita e cheia de sentido, sobretudo nos simbolos e cânticos que deram côr e a legria à celebração. Participaram da nossa alegria, as irmãs da comunidade de S.Tomás, de Maputo, que sempre nos acompanham no processo formativo das jovens. Queremos agradecer a todas as irmãs que sempre nos acompanham com a sua oração, auguramos que o Senhor vos cumule com todas as bençãos e que continuem a rezarem por estas manas, para que continuem fiéis a sua vocação missionária. A todas um grande bem haja pelo vosso carinho e sentido de família.

Comunidade Formadora de Mahtas


Postulantes Beatriz e Hadjira lendo o seu-pedido


Todas no Altar

Presença das Irmãs Missionárias Dominicanas, no Bairro 6 de Maio

Fazendo Memória…

“Quem busca encontra, diz Jesus, procurai e achareis”.

Depois de muito procurar encontrámos em Belém (Lisboa), na rua Bartolomeu Dias, uma pequena casa que nos cederam as Irmãs Dominicanas Irlandesas do Bom Sucesso.

Dia 8 de Outubro de 1975 fomos residir nesta casa, as Irmãs, Maria Auxiliadora Hernández, Maria Natividad Fernández, Maria Vitória Saez e Rosário Granado. Já tínhamos casa!

O segundo passo foi procurar trabalho, contactámos Paróquias, Associações, Centros Sociais, Bairros e muito mais.

Falaram-nos da Pastoral dos Ciganos e entrámos em contacto com as suas orientadoras. Ficou contratada para esta actividade a Irmã Natividad que iniciou o seu trabalho num barracão junto da linha do combóio na entrada para o Bairro da Damaia.

Contactámos o Centro de Bem Estar da Paróquia da Amadora o qual contratou a Irmã Auxiliadora. Mais tarde foi também contratada a Irmã Rosário.
E começámos a trabalhar no Bairro das Fontainhas, junto das portas de Benfica.

Iniciámos com as visitas de conhecimento do Bairro e as visitas regulares às famílias do mesmo. Desde o primeiro momento fomos muito bem acolhidas e aceites. A Irmã Maria Vitoria, assistente social, observou que no Bairro não havia saneamento básico, nem água, nem electricidade. Era urgente debruçar-se sobre estas necessidades básicas. Formou-se a comissão de moradores e com ela entrámos em comunicação com as autoridades competentes: Junta de Freguesia de Venda Nova e Câmara de Oeiras, (porque ainda não existia a Câmara de Amadora). Poucos meses depois de residirmos em Belém veio formar parte da nossa comunidade a irmã Lurdes Pereira, foi mais uma carta importante neste “baralho”. Ela com os moradores e as autoridades que proporcionavam o material de construção construíram o barracão das Fontainhas e ali, a irmã Lourdes iniciou as aulas de ocupação dos tempos livres (OTL) para as crianças que frequentavam a escola primária, com a irmã Maria Auxiliadora e uma leiga.

A grande “porta” que se abriu foi o incêndio no Bairro, onde morreram 2 crianças e muita gente ficou sem barraca. Com autorização da Câmara começou-se a melhorar as barracas construindo-as em tijolo e cimento.
Pouco a pouco as pessoas iam despertando e iniciámos a Alfabetização de adultos,  costura e bordados noutra barraquinha, também no Bairro das Fontainhas.

E... continuando a aprofundar cada vez mais as necessidades destes Bairros, sentimos cada dia maior a necessidade de a Comunidade das Irmãs residir no próprio Bairro. Encontrámos uma casinha, na beira da Estrada Militar, que estava à venda. Pensámos, esta, é a nossa hora de vir viver junto das pessoas com quem trabalhamos.

Falámos com a nossa Irmã provincial, ela logo aceitou, e contactámos a dona da casa, o processo de compra foi rápido.

Fomos viver para o Bairro no ano 1977.

A comunidade enriqueceu-se com mais uma irmã, Emília Rodrigues, educadora de Infância. Entretanto, ao lado da nossa casa, estava em construção uma rua de casinhas (as casinhas cor de rosa) para realojar as famílias que tinham perdido a sua barraca no incêndio das Fontainhas e na mesma Estrada Militar, construímos também o 1º Centro Social da Venda Nova (Damaia) onde iniciámos as actividades com as crianças da Creche.

Mais tarde, anos 80, construímos o Centro Social das Portas de Benfica onde se deu continuidade à Alfabetização, costura, tricô à mão etc.

A Evangelização directa esteve sempre presente desde a primeira hora, no primeiríssimo barracão das Fontainhas periodicamente celebrávamos a Eucaristia para o povo e administravam-se os Sacramentos da iniciação. Estava também organizada a Catequese para adultos e crianças

Estes foram os primeiros passos. As irmãs fundadoras pouco a pouco foram para outras Missões: Moçambique, Canha, Castelo Branco etc. A vida continua, outras irmãs dão sequência ao projecto inicial, porque Deus vai sempre à nossa frente e não falta à sua promessa.

Irmã Rosário Granado

Quem continua a contar a história?

 

 

Bairro 6 de Maio: Com os doentes do Bairro

Há, já uns anos, dava Catequese às crianças do Bairro e sentia-me feliz nesta missão, mas de há um tempo para cá sentia-me incapaz de continuar porque as crianças são cada vez mais irrequietas e difíceis de concentrar.

Como desejava continuar a apoiar a nossa Missão no Bairro mudei de actividade e comecei a visitar os doentes e os idosos. Vou uma vez por semana a estas visitas. Ainda há pouco tempo que iniciei estas visitas, mas já vou compreendendo a importância e necessidade deste trabalho: visitar os que estão sós e doentes.

Um das pessoas que visito, e a que mais me impressiona, é uma senhora acamada, cuidada por um filho deficiente. Uma situação em que o sofrimento é constante. Nestas visitas mais do que dar, recebo; interpelam-me muito fortemente e exigem-nos que enquanto tivermos força para nos darmos aos outros, que esperam uma palavra de conforto e alegria, não devemos desistir.

Visitar os doentes do Bairro, a minha nova tarefa, faz-me bem, é uma cura, para não nos fecharmos, a pensar só em nós, e cada semana ir aos que mais sofrem e precisam de nós.

Ir. Paixão Valadeiro

Biblioteca Escolar - Ponto do Saber


Queridos amigos e amigas

Hoje escrevo para lançar um desafio a todos os amigos e amigas: "Um livro a favor da Biblioteca "Ponto do Saber".

Sei que tenho andado um pouco caladinha, é que por cá não há muito tempo para dedicar-me à escrita. As solicitações são muitas e somos apenas 3 irmãs na comunidade. Mas tenho pensado muito em todos vós e sinto uma profunda alegria por fazer parte de uma família tão grande.

Por cá sigo entusiasmada na minha nova missão em Moçambique, sinto que Deus me chamou a entregar a minha vida, no meio deste povo tão pobre e simultaneamente tão cheio de fé e de alegria.

Encontro-me a viver num bairro de periferia de Quelimane, situado no Centro de Moçambique, numa zona pantanosa muito pobre, com uma população jovem e na sua maioria desempregada. Onde residimos temos um Centro Social que procura dar resposta às necessidades sentidas pela população e neste momento estamos mesmo a iniciar com novos projectos na área da educação.

Um dos projectos é o da abertura de uma biblioteca escolar, mas agora ao colocar os livros nas estantes vemos que temos muito pouco material. Os livros são insuficientes em relação à procura que temos por parte das crianças. Adolescentes e jovens. Aqui quase não existem livros nas escolas e os alunos não têm capacidade financeira para comprar os livros da 8ª à 12ª classe, porque para estes anos o Estado de Moçambique já não oferece livros aos estudantes. As turmas têm entre 80 e 120 alunos, muitas vezes os estudantes nem uma carteira têm para sentar-se, os professores faltam muito, por isso não é de admirar que haja tanto insucesso escolar.

Nós, as Missionárias Dominicanas queremos ajudar os adolescentes e jovens a obterem melhores resultados escolares, mas para isso contamos com o apoio de pessoas amigas e de doadores que acreditem neste projecto.

Tenho andado a pensar muito em como conseguir livros para a Biblioteca escolar e tive uma ideia que me parece que pode resultar. 

A minha ideia é a seguinte: este ano durante a Quaresma convidar todos os amigos e membros da nossa família a ajudar-nos a patrocinar o valor de um livro para a nossa biblioteca escolar. Vamos supor, se cada um contribuir com o valor de uma carteira de cigarros, ou de um chocolate por semana, pode ao fim da Quaresma juntar o dinheiro para comprar um livro. Peço apenas o valor de um livro. Penso que não é pedir muito.

Envio em anexo o projecto para que o conheçam.

Ajudem-nos a ajudar, contribuindo e divulgando este projecto junto de toda a família, amigos, conhecidos e outras pessoas de boa vontade.

As nossas crianças e jovens contam convosco e eu também!

Um abraço amigo e cheio de saudades                         

Ir. Mafalda Moniz

Na comunidade de Mahotas (Moçambique)

dia 24 de Fevereiro, está previsto iniciarem o noviciado, as postulantes:
CLARA  ENGENHEIRO  MILINETE
RAFAELA  FRANCISCO  VASCO

E na mesma celebração, simples e familiar, iniciarão o Postulantado
as duas pré-postulantes que vieram de Quelimane:
BEATRIZ  JORGE  ANTONIO
HADJIRA  FRANCISCO  SUADE

Durante este mês as formandas estão fazendo a sua integração do grupo, e a verdade é que estão a responder muito bem, participativas e conscientes.
Desde Portugal, todas as irmãs acompanhamos as “novas” Missionárias Dominicanas e desejamos que o caminho agora começado seja para sempre, pleno de ilusão e entrega.

Na Universidade da “EXPERIÊNCIA” de Castelo Branco

O Natal já passou, mas eu queria partilhar com todas as irmãs, uma experiência vivida nestas datas.

Na terceira semana de Dezembro e últimos dias antes das férias do Natal os alunos queriam saber como se vive o Natal em Espanha. Depois de falar dos comes e bebes dessas festas, passámos a coisas “serias” destas datas.

Muitas foram as perguntas sobre o dia do Nascimento de Jesus. O ano zero da nossa era, o nosso calendário que se conta a partir da fundação de Roma… E a festa do Sol que celebravam em Roma, passou a ser a festa de outro Sol, que é Jesus, Luz do mundo.

Falámos também da história do presépio, “inventado” por S. Francisco, da missa do Galo, do Pai Natal, da árvore de Natal etc. A nossa conversa foi muito longa e participada.

Terminamos, com a reflexão do Evangelho de S. Lucas… o sentido da presença dos pastores, a partilha com os mais pobres, e com a reflexão do Evangelho de S. Mateus, a presença dos Magos, o acolhimento aos estrangeiros.

Quando voltei de férias, esperavam-me, no dia 6 de Janeiro, para celebrar e recordar tudo o que tinham vivido nestas festas. À roda de um bolo rei partilhámos a memória do Natal, como o tínhamos vivido, os momentos mais significativos, os encontros familiares. E o que mais gosto e me anima é a amizade, a solidariedade e a preocupação mútua entre os alunos, (todos já idosos) que vejo crescer dia a dia.

Irmã Natividad Fernández

Fotogalerias

Bairro 6 de Maio
Casa Provincial
Colégio Flori
Festa padroeiro
Capítulo
Fundadores
Moçambique
Peregrinação Fátima
Porto
Retratos de Família