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Bairro 6 de Maio: Com os doentes do Bairro

Há, já uns anos, dava Catequese às crianças do Bairro e sentia-me feliz nesta missão, mas de há um tempo para cá sentia-me incapaz de continuar porque as crianças são cada vez mais irrequietas e difíceis de concentrar.

Como desejava continuar a apoiar a nossa Missão no Bairro mudei de actividade e comecei a visitar os doentes e os idosos. Vou uma vez por semana a estas visitas. Ainda há pouco tempo que iniciei estas visitas, mas já vou compreendendo a importância e necessidade deste trabalho: visitar os que estão sós e doentes.

Um das pessoas que visito, e a que mais me impressiona, é uma senhora acamada, cuidada por um filho deficiente. Uma situação em que o sofrimento é constante. Nestas visitas mais do que dar, recebo; interpelam-me muito fortemente e exigem-nos que enquanto tivermos força para nos darmos aos outros, que esperam uma palavra de conforto e alegria, não devemos desistir.

Visitar os doentes do Bairro, a minha nova tarefa, faz-me bem, é uma cura, para não nos fecharmos, a pensar só em nós, e cada semana ir aos que mais sofrem e precisam de nós.

Ir. Paixão Valadeiro

Biblioteca Escolar - Ponto do Saber


Queridos amigos e amigas

Hoje escrevo para lançar um desafio a todos os amigos e amigas: "Um livro a favor da Biblioteca "Ponto do Saber".

Sei que tenho andado um pouco caladinha, é que por cá não há muito tempo para dedicar-me à escrita. As solicitações são muitas e somos apenas 3 irmãs na comunidade. Mas tenho pensado muito em todos vós e sinto uma profunda alegria por fazer parte de uma família tão grande.

Por cá sigo entusiasmada na minha nova missão em Moçambique, sinto que Deus me chamou a entregar a minha vida, no meio deste povo tão pobre e simultaneamente tão cheio de fé e de alegria.

Encontro-me a viver num bairro de periferia de Quelimane, situado no Centro de Moçambique, numa zona pantanosa muito pobre, com uma população jovem e na sua maioria desempregada. Onde residimos temos um Centro Social que procura dar resposta às necessidades sentidas pela população e neste momento estamos mesmo a iniciar com novos projectos na área da educação.

Um dos projectos é o da abertura de uma biblioteca escolar, mas agora ao colocar os livros nas estantes vemos que temos muito pouco material. Os livros são insuficientes em relação à procura que temos por parte das crianças. Adolescentes e jovens. Aqui quase não existem livros nas escolas e os alunos não têm capacidade financeira para comprar os livros da 8ª à 12ª classe, porque para estes anos o Estado de Moçambique já não oferece livros aos estudantes. As turmas têm entre 80 e 120 alunos, muitas vezes os estudantes nem uma carteira têm para sentar-se, os professores faltam muito, por isso não é de admirar que haja tanto insucesso escolar.

Nós, as Missionárias Dominicanas queremos ajudar os adolescentes e jovens a obterem melhores resultados escolares, mas para isso contamos com o apoio de pessoas amigas e de doadores que acreditem neste projecto.

Tenho andado a pensar muito em como conseguir livros para a Biblioteca escolar e tive uma ideia que me parece que pode resultar. 

A minha ideia é a seguinte: este ano durante a Quaresma convidar todos os amigos e membros da nossa família a ajudar-nos a patrocinar o valor de um livro para a nossa biblioteca escolar. Vamos supor, se cada um contribuir com o valor de uma carteira de cigarros, ou de um chocolate por semana, pode ao fim da Quaresma juntar o dinheiro para comprar um livro. Peço apenas o valor de um livro. Penso que não é pedir muito.

Envio em anexo o projecto para que o conheçam.

Ajudem-nos a ajudar, contribuindo e divulgando este projecto junto de toda a família, amigos, conhecidos e outras pessoas de boa vontade.

As nossas crianças e jovens contam convosco e eu também!

Um abraço amigo e cheio de saudades                         

Ir. Mafalda Moniz

Na comunidade de Mahotas (Moçambique)

dia 24 de Fevereiro, está previsto iniciarem o noviciado, as postulantes:
CLARA  ENGENHEIRO  MILINETE
RAFAELA  FRANCISCO  VASCO

E na mesma celebração, simples e familiar, iniciarão o Postulantado
as duas pré-postulantes que vieram de Quelimane:
BEATRIZ  JORGE  ANTONIO
HADJIRA  FRANCISCO  SUADE

Durante este mês as formandas estão fazendo a sua integração do grupo, e a verdade é que estão a responder muito bem, participativas e conscientes.
Desde Portugal, todas as irmãs acompanhamos as “novas” Missionárias Dominicanas e desejamos que o caminho agora começado seja para sempre, pleno de ilusão e entrega.

Na Universidade da “EXPERIÊNCIA” de Castelo Branco

O Natal já passou, mas eu queria partilhar com todas as irmãs, uma experiência vivida nestas datas.

Na terceira semana de Dezembro e últimos dias antes das férias do Natal os alunos queriam saber como se vive o Natal em Espanha. Depois de falar dos comes e bebes dessas festas, passámos a coisas “serias” destas datas.

Muitas foram as perguntas sobre o dia do Nascimento de Jesus. O ano zero da nossa era, o nosso calendário que se conta a partir da fundação de Roma… E a festa do Sol que celebravam em Roma, passou a ser a festa de outro Sol, que é Jesus, Luz do mundo.

Falámos também da história do presépio, “inventado” por S. Francisco, da missa do Galo, do Pai Natal, da árvore de Natal etc. A nossa conversa foi muito longa e participada.

Terminamos, com a reflexão do Evangelho de S. Lucas… o sentido da presença dos pastores, a partilha com os mais pobres, e com a reflexão do Evangelho de S. Mateus, a presença dos Magos, o acolhimento aos estrangeiros.

Quando voltei de férias, esperavam-me, no dia 6 de Janeiro, para celebrar e recordar tudo o que tinham vivido nestas festas. À roda de um bolo rei partilhámos a memória do Natal, como o tínhamos vivido, os momentos mais significativos, os encontros familiares. E o que mais gosto e me anima é a amizade, a solidariedade e a preocupação mútua entre os alunos, (todos já idosos) que vejo crescer dia a dia.

Irmã Natividad Fernández

MEDELIM – Beira Interior: Para, Olha, Pensa

…Uma pequena paragem ante um Presépio…

Uma pequena paragem em frente a um presépio, para olhar e pensar.

Uma porta velha secular encerra o grande mistério de um Deus feito Homem, contrastando com muitas pedras no chão.

Virando o olhar para o outro lado, para o nosso, o que pensar?

Porque será que quando vemos “uma porta velha” numa casa habitada pensamos logo: aqui mora um pobre!

E porque há tanta “porta velha” nesta sociedade? Certamente porque se atiram para ela muitas pedras de injustiças, falta de solidariedade e amor.
Quando atiramos “pedras” a um pobre atiramo-las ao próprio Deus.

É um grande mistério o que encerra a “porta velha2 do nosso presépio de Medelim, assim como todas as “portas velhas” da nossa sociedade.

No exterior da porta do nosso presépio está escrito a seguinte frase: Bate aqui! Fala comigo… amigosjesus@.com .

Só uma singela e insistente conversa prolongada no tempo com Este Menino Deus poderá transformar os nossos corações humanos em amor solidário e construir a verdadeira Paz.

Irmãs da Comunidade de Medelim – Beira Interior

Maputo Moçambique: Como agradecerei ao Senhor tudo quanto Ele me deu…

Queremos fazer nossas as palavras do salmista, para manifestar a nossa gratidão ao Senhor, por termos sido agraciadas por Ele.

Depois de uma semana de retiro, as irmãs que nos encontramos entre os 35-50 anos (a idade do meio-dia) tivemos o nosso terceiro encontro. Nos últimos 5 anos tivemos 3 encontros: o primeiro sobre a comunicação, em Inhassoro; o segundo em Angola, em fins de 2008; o terceiro em Mahotas, que deu continuidade ao que reflectimos em Angola.

Foram realmente dias muito ricos de reflexão e interiorização. Iniciamos a nossa reflexão deixando - nos desafiar com a parábola da águia. A águia quando chega aos 40 anos, só tem duas opções, ou se renova ou morre, pois as suas asas são muito pesadas, as suas garras muito compridas e o seu bico já não presta para alimentar-se. Como ela, somos convidadas a renovarmo-nos, a mudar todo o velho para recomeçar um novo voo.

No dia seguinte a nossa reflexão foi facilitada pela irmã Ester, Religiosa da Congregação de Filhas da Caridade, que desde a sua experiência nos fez mergulhar na nossa própria realidade, e nos fez perceber o quão rico é este período da nossa vida, a necessidade de tomarmos vida a sério, porque é justamente o momento de gerar vida.

Um dos aspectos salientados pela irmã Ester foi indicar-nos como cada uma de nós tem o seu “Egipto”. É necessário tomar consciência dele e encontrar o caminho para nos libertar. Para a travessia pelo deserto requer-se muita coragem para olhar ao nosso interior e ao mesmo tempo escutar com os ouvidos do coração aquela frase do profeta Isaías que diz: “Eis que te gravei na palma de minha mão…Is. 49,16.”

Estamos gravadas na palma da Mão do Senhor e Ele nos acompanha em todos os momentos da nossa vida.

Terminamos a nossa reflexão fazendo menção de alguns desafios que a missão hoje nos coloca, sonhamos juntas… esperando que esses sonhos um dia se façam realidade.

Com muita amizade e carinho.

As vossas manas da idade do “meio-dia”. Maputo (Moçambique)

FeLIZ NATAL 2010 E um PÓSPERO ANO NOVO 2011

Queridas Irmãs.

É nesta noite de alegria, que o amor nasceu. Nascia uma criança de luz, de muita luz.
Uma criança que seria a esperança do mundo… Uma criança vinda dos Céus… Uma criança que nos ensinaria por todos os séculos o Amor. Uma criança que traria para nós a felicidade interior…a paz interior…

Com esta criança aprenderíamos a sorrir, a sermos dignos, a sermos eternamente felizes…No seu grande Amor…Na sua infinita Paz!!!

Nessa noite, uma estrela cruzou os céus, Anunciando a sua chegada… E brilhou nos nossos olhos. Nos nossos corações!!!

‘’Aproximamo-nos de mais um Natal, passado este ano entre dificuldades acrescidas na vida de tantas famílias, nos que sofrem a solidão, as intempéries do tempo, dos que vivem longe das suas terras, das suas famílias, sua situação económica e profissional.

Mas, quando celebramos de novo o nascimento de Jesus, reforçamos a convicção de que Ele continua connosco, «nascendo» em cada acto de solidariedade verdadeira e atenção aos outros’’

Natal, é «um gesto que aproxima, um sorriso que anima».

‘’Entre familiares que se reúnem, sem esquecer nenhum; entre vizinhos que se saúdam e vencem indiferenças; entre companheiros de trabalho, estudo ou outra actividade que seja. É também assim que Jesus gosta de ser reconhecido no mundo’’

Partilhar a vida dos pobres, é uma aventura e insegurança… Mas é urgente que vivamos intimamente unidas, nos nossos compromissos de opção pelos mais pobres. «Com gestos de ternura e de generosidade», exigência do Natal, actualizada todos os dias.

Permaneçamos abertas para acolher e descobrir a Boa Notícia, que vem da presença libertadora de Deus na nossa história, que nos sintamos comprometidas a recrear o projecto missionário nas novas realidades que vivem os excluídos do nosso mundo.

Com Carinho

Maria Adelaide Dias Varanda

 

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