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Carta de Natal do Conselho Geral

Curia Geral
Missionárias Dominicanas

Madrid, Natal de 2016

Nestes tempos difíceis que o nosso mundo atravessa, viver com sentido profundo e com alegria um novo Natal converte-se num verdadeiro desafio.

Hoje em dia, quanto mais nos vangloriamos do nosso progresso e quanto mais se proclamam os Dereitos Humanos, mais injustiças presenciamos diariamente.

A miséria continua destroçando a vida de milhões de seres humanos, a fome, as guerras, o terror, acabam com toda a dignidade, até ao ponto da vida humana valer menos que nada.

Ante esta realidade que se nos impõe, corremos o risco de acostumar-nos, de anestesiar-nos e não sentir uma grande indignação nascida das nossas entranhas. É mais, dá-nos medo mirar diretamente o rostro dos nossos irmãos em necessidade e esquivamo-nos das suas miradas porque como diz E. Lévinas, desde o momento em que o outro nos mira, sentimos que somos responsáveis por ele.

Será que temos olhos mas não vemos ou é que anestesiados perdemos o olhar humano? 

Mas o Senhor, que não dorme nem descansa, vem ao nosso encontro em cada Natal. Ele vem como uma Luz que rasga a mais intensa escuridão.

 

 “Isto vos servirá de sinal, encontrareis a um menino envuelto em panos e deitado numa mangedoura”(Lc 2, 12).

 

 

Se nos atrevemos a mirar o Menino Deus ficaremos curados das cegueiras que provêem da nossa falta de fé, da nossa falta de esperança, dos nossos preconceitos, da nossa instalação, dos nossos medos e covardias.

No seu pequeno rosto veremos refletidos os rostos sofridos dos nossos irmãos que nos interpelam, nos desinstalam e nos pedem ternura, hospedagem e abrigo: os refugiados, os imigrantes, os doentes, os idosos, os desesperados, os que nas “noites” do mundo vivem à intempérie.

Ao contemplar a sua pequenez e a sua fragilidade nos assombraremos da humildade e da ternura de Deus levadas ao extremo, como diz o Papa Francisco, é a humildade de um “Deus enamorado da nossa pequenez”.

 “A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, chamado Emanuel, que quer dizer Deus conosco.

(Mt 1,23)

 

 

 

Ante a sua presença descobriremos o melhor de nós mesmos, porque o seu olhar é capaz de descobrir o que está oculto, o tesouro que cada um leva dentro. A sua mirada é uma mirada amorosa de Deus que nunca nos abandona e anda sempre a buscar-nos para transformar o nosso coração.

Neste Natal, atrevamo-nos a contemplar o Menino e peçamos-lhe que faça novos os nossos olhos para ver o mundo como Ele o vê. Uns olhos capazes de ver os “invisíveis” da nossa sociedade, os excluídos e esquecidos.

Vivamos o Natal a corpo inteiro, contemplando-o, saboreando-o e tocando-o com a gema dos dedos. Porque o Natal tem sabor a pão, ao pão nosso de cada dia, sabor a casa, a mesa partilhada, a ternura, a cuidado e proteção.

Convertamo-nos cada uma de nós em abraço, em presença próxima e cálida para o irmão que sofre.

Convertamo-nos cada um de nós em Natal.

 

Feliz Natal e os melhores desejos de Paz para o Novo Ano.

 

 

 

                                                                  

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