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CARTA AOS LEA

Queridos Amigos,

É com muita alegria no coração que vos escrevo. É para mim uma honra fazer parte deste grupo - Os Leigos em Ascensão –.
Peço desculpa pela franqueza ou se calhar pela ousadia, mas creio mesmo, que antes de vos conhecer, já me considerava parte deste grupo, quanto mais não seja pelo facto, de à semelhança de muitos outros jovens, ou menos jovens que colaboram ou colaboraram de perto com a Congregação das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário, também eu, sinto que se não fosse por Ela, a Madre Ascensão, fundadora da congregação, eu não teria a oportunidade de ter vivido de perto aquilo que vivi e aquilo que estarei por viver nos próximos tempos.

Sou Leigo e a realidade é que me encontro de facto ligado a Ascensão, bom, se calhar seria injusto se não referisse que me encontro de igual modo ligado a M. Ramón Zubieta, se calhar porque à sua semelhança sou homem, mas também porque sei que ele teve o seu próprio papel na fundação da congregação.
Agradeço-lhes por isso. Muito provavelmente, não sonhariam que um dia existiria um grupo de pessoas (leigos) comprometidas em vivenciar o seu projecto. Acredito que lá do alto, bem junto ao Pai, se alegram com e por todos nós.

Confesso que depois de ler a ultima acta de Janeiro, houve uma pequena frase, proferida como proposta de reflexão pela Ir.Deolinda, que me chamou a atenção, é com base nesta pequena questão, que vou tentar transmitir por palavras aquilo que sinto, agora a escassas horas de regressar a Oecusse. 
“Como é que eu vou ser pessoa de esperança?”

Acredito que esta esperança a que a Ir.Deolinda se refere, diga directamente respeito à esperança que nos foi gratuitamente oferecida por Jesus. A esperança num Amor único, que nos faz sonhar e ousar crer que também nós podemos ser transmissores desse Amor.

É por isso que parto para Timor. Porque acredito que Deus me deu a oportunidade de vivenciar esse Amor. E nós, só conseguimos ser transmissores de esperança, quando essa mesma esperança se encontra em nós, quando nos segreda ao coração, ao ponto de termos que sair de nós mesmos ao encontro do outro.

Isto não significa que me considere um “super herói”, pelo contrário, vejo-o como a oportunidade que Deus me dá em me descobrir, em aprender, em me fazer sentir que com e pelos outros podemos fazer coisas que mesmo sendo difíceis ou muito difíceis, são possíveis de realizar.

Lá em Timor, existe muito pouco de cada coisa, e há coisas que não existem de todo. Existe escassez de alimentos, e uma outra escassez de dimensões provavelmente semelhantes. Uma escassez de Amor. No local para onde vou, vivem muitas meninas, algumas órfãs, e maioritariamente provenientes da montanha, de zonas onde tudo escasseia a uma dimensão horrível, são literalmente trocadas e comercializadas como se de bens se tratassem. O mais perto de Amor que conhecem, é o mínimo de compaixão que a família usa no seu parco sustento alimentar.

Restou-lhes a providência divina, que as conduziu àquela casa, onde hoje se encontram e vivem como família alargada. Continuam pobres de “coisas” mas ricas em Amor.

Este Amor é gratuito, para que ele brote ou perdure, é necessário que se cultive.

E depois, há que ser regado à semelhança da terra que nos dá fruto. Este “regar”, é tarefa que as Irmãs escolheram como compromisso de vida. E eu, lá vou, consciente que muito provavelmente terei um regador de dimensões bem mais reduzidas, mas que mesmo assim ouso considerar útil.

Lá, as crianças tratam-me por Irmaun ou maun, (palavras em tétum que significam Irmão) também isso me fez e faz recordar algo que muitas vezes negligenciamos. Principalmente aqueles com quem nos cruzamos no caminho de Vida. Irmãos, somos todos Irmãos, e nem sempre agimos como tal. E esta lição, é-me ensinada por crianças, as mesmas a quem tenciono ajudar a “regar” de Amor.

Lá, existe um senhor a quem levei e tenciono continuar a levar as refeições diárias, este senhor vive numa cabana longe. Para lá chegar, há que saltar sebes, andar por carreiros, passar diante de um enorme boi que me olha deitado e me continua a perseguir com o olhar (felizmente na mesma posição). Este senhor vive numa cabana onde parte do telhado não existe. É deficiente físico e creio que terá igualmente um problema semelhante ao nível psicológico. Fala pouco, e o que fala é em Baikeno, o dialecto local e característico de Oecusse. Sempre lhe levei comida e sempre me esperou no mesmo local, exactamente na mesma posição. Sempre lhe disse bom dia ou boa tarde em português, ao que me respondia com qualquer coisa que nunca cheguei a entender. No último dia em que lhe levei comida, pedi a uma menina (vai sempre uma menina comigo) que lhe traduzisse algo para Baikeno. Não estava à espera de uma resposta diferente ou mais coerente do que todas as outras, em que diz qualquer coisa que ninguém entende. Disse-lhe que iria partir, para Portugal, e depois da tradução, agarrou-se ao meu braço e baloiçando-se sorria para mim. Foi dos maiores presentes que poderia ter recebido. E mais uma vez, uma lição. Foi nele que se manifestou Deus, mesmo à minha frente, um senhor a quem tencionava ajudar a “regar” de Amor.

A pergunta que coloco é só uma. Afinal, quem é o “jardineiro” no meio de tanto “regar”? Serei eu que o tencionaria fazer, ou serão todos aqueles a quem tencionaria “regar”?

Apraz-me pensar que só há um jardineiro. E nenhum daqueles que mencionei. Será certamente o mesmo que nos criou e criou o mundo à nossa volta. Um mundo tão diferente e tão rico em oportunidades de experimentar e vivenciar esperança.

O mesmo que me deu família e amigos, e a oportunidade de voltar a Oecusse e de O voltar a sentir tão perto. Esse jardineiro é Deus.

É n’Ele que deposito o desejo de que continueis a crescer como grupo, ao estilo de Ascensão.

Despeço-me de todos vós com um abraço amigo,

Jorge Mestre


Montanhas do Oecusse

Acta do 26º Encontro dos LEA

 

 

No dia 02 de Abril, do ano em curso, teve lugar, no Porto, o 26º Encontro dos LEA.

Como foi um Encontro bastante diferente do habitual, não se faz propriamente uma Acta, mas apenas se registam alguns dados de maior interesse.

Estiveram presentes: Ana Miranda, Daniela, Fátima, Xana, Ana Tavares, Sr. José, Guillherme, Maria João, Faustina, Arminda, Noémia, Ir. Adelaide, Ir. Deolinda e Ir. Isabel. Na peregrinação e no Lanche estiveram também a Conceição e a Sara, uma antiga Professora do Colégio Flori.

O Encontro começou, no Colégio Flori, às 10h30 com o Acolhimento, onde não faltaram os bolinhos, o café, chá e outros petiscos.

Uma vez já na sala, o Guillherme fez a apresentação do plano do dia e uma pequena reflexão sobre a Esperança, motivando assim a reflexão para a tarde. Foi lida a linda e sentida carta que o Jorge escreveu ao Grupo, o que causou alguma emoção.

Às 11h45 tivemos um óptimo almoço, para em seguida partirmos para a Igreja do Marquês (passando antes pelo Santuário de Santa Rita, para aí se deixarem os carros), onde após uma pequena oração, se iniciou a Peregrinação. Foram duas horas de caminhada, que se fizeram muito bem. O Grupo foi convidado, enquanto caminhava, a encontrar um símbolo que expresse a ESPERANÇA, a fim de se partilhar na hora do lanche.

Chegados ao santuário, participamos na Eucaristia vespertina do IV Domingo da Quaresma e pudemos aperceber-nos da profunda e grande devoção e fé que a população da Zona dedica e expressa a Santa Rita de Cássia.

O último acto do dia foi um excelente lanche ajantarado, em casa da Fátima, que  proporcionou um bom convívio, apesar da pressão do tempo, pois a viagem até Lisboa ainda era longa e a hora ia adiantada. Como não houve tempo, nem ambiente para se partilhar os símbolos com que cada um gostava de expressar a ESPERANÇA, combinou-se que se poderia partilhar, enviando um e-mail para a Irmã Deolinda, descrevendo e apresentando o símbolo que tinha escolhido, para no final se apresentar a todos o resultado. Mãos à obra!... Os que não estiveram no Encontro também o podem fazer
Foi um dia cheio e muito bom. Logo no dia seguinte alguém partilhava que não se sentia nada cansado e perguntava quando se repetia a caminhada.

Porto, 02 de Abril de 2011 
Ir. Deolinda

CONVOCATÓRIA Nº 26

Estimados amigos e amigas do GRUPO LEA

Relembro os nossos últimos encontros onde falamos da problemática da nossa sociedade, mas também das coisas boas que nela acontecem, o que nos permitiu descobrir o potencial que temos para a poder transformar, sobretudo através da solidariedade, alimentada pela fé, solidariedade que cada um de nós pode e deve ir concretizando no quotidiano da sua vida.

Passado algum tempo, nessa mesma perspectiva, voltaremos a reunir-nos, se Deus quiser, mais uma vez, no próximo dia 2 de Abril, sábado, no Porto. Será mais um dia, em que podemos experimentar a alegria do re-encontro, e partilhar bons momentos de reflexão, durante a Peregrinação até à Igreja de Santa Rita – Ermesinde -que nesse dia faremos.

O Programa será, aproximadamente, o seguinte:

HORÁRIO:

  1. 10:30   Acolhimento-Colegio Flóri.
  2. 11:00  Apresentação do dia e dos temas:

Como é que eu sou pessoa de Esperança?
Quais são ou foram os nossos compromissos de solidariedade desde a última reunião?

  1. 11:45  Almoço
  2. 13:00  Início da Peregrinação que começa com uma oraçao e partilla
  3. 16:00  Eucaristia na Igreja de Santa Rita
  4. Lanche, em casa da Fátima
  5. Regresso a casa     
  1. Reflexão

 

Nesta primeira etapa podemos reflectir sobre as perguntas que ficaram pendentes  na última reunião e que têm a ver com a Esperança: como podemos semear Esperança?; como somos pessoas de Esperança para os outros e qual é o nosso cuidado em o concretizar nas nossas acções diárias?.

  1. Peregrinação

Na caminhada, - em tempo de Quaresma que é para nós um “Kairos” (tempo propício), poderemos ir reflectindo, como amigos e como cristãos, sobre como avançar no ´ Projecto Pessoal  ´ de cada um e no Projecto do Grupo .

Quem pensa participar - e era muito bom que fôssemos muitos, até porque é um Encontro diferente - agradece-se que o comuniquem, até ao dia 29 de Março para:

Ir. Deolinda:
Tlm     : 965351208 ; Telefone: 214762660 / 214748859  
e-mail :  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Ana Miranda:
                        Tlm     : 966541367 ;  Telefone: 228323055
                        e-mail :  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Guillermo:
                        Tlm     : 964063705
                        e-mail :  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Duas Notas:

- Se alguma pessoa amiga gostar de participar neste Encontro, com características próprias, pode ser convidado

- Agradecia-se aos de Lisboa que queiram/possam disponibilizar o seu carro, o favor de o comunicar, como aliás sempre o têm feito.

Lisboa, 13 de Março de 2011

Atentamente Guillermo

ACTA DO 25º ENCONTRO DO GRUPO LEA

ACTA DO 25º ENCONTRO DO GRUPO LEA 
Fátima – 15/01/2011

No dia 15 de Janeiro de 2011, em Fátima, o grupo LEA reuniu-se para mais um encontro: o vigésimo quinto. Infelizmente, houve muitos elementos que não puderam participar, dados os afazeres profissionais, familiares ou pessoais. Ainda assim, o grupo reuniu de forma entusiasta e com vontade de passar mais um dia em boa companhia.

Estiveram presentes os seguintes elementos: Irmã Deolinda, Irmã Adelaide, Guilhermo, Jorge, José, Amélia, Fernando, Arminda, Nhanha, Fátima, Ana Miranda, Ana Tavares, Daniela e Noémia.

Após o encontro na Capelinha das Aparições, pelas 10h, e depois de todos terem tido oportunidade de estar um pouco em oração, o grupo dirigiu-se para a casa de Nossa Senhora do Carmo, local definido para a reunião.

Uma vez mais, houve necessidade de alguns elementos se apresentarem, uma vez que, após dois anos, a Fátima estava de regresso e não conhecia alguns elementos presentes. Esta apresentação foi breve e seguiu-se um momento de partilha em que, sob proposta da Irmã Deolinda, cada um expressou os sentimentos experimentados nos minutos de oração passados na Capelinha das Aparições.

Seguiram-se as notícias, tendo como mote o Natal. Vários elementos falaram do modo como esta festa foi vivida em suas casas e também nos contextos profissionais. Salientaram-se alguns aspectos, nomeadamente a recordação e vivência de antigos hábitos e os primeiros passos dados para o convívio saudável com os vizinhos. Foram dados valiosos testemunhos, carregados de boa vontade e muita bondade! Falou-se ainda da iniciativa de uma Esquadra da Polícia que convidou o Centro Social 6 de Maio para um dia diferente e muito bem organizado.

Passou-se à partilha das coisas boas, prevista na acta, tendo em conta a metodologia (proposta pelo Guilhermo no último encontro) VER, JULGAR, ILUMINAR, AGIR e CELEBRAR.

Assim, de acordo com o primeiro passo – VER –, a Irmã Deolinda partilhou um texto acerca das coisas positivas que o nosso país tem. Num momento de tanto pessimismo e derrotismo, foi bom ouvir falar nas coisas boas de Portugal. Também encorajador foi o discurso de Embaixador da Grã-Bretanha, publicado pelo jornal Expresso (18 de Dezembro de 2010) e lido pela Irmã Deolinda. Mais uma vez, soube bem ouvir estas palavras, onde se falava tão bem do nosso país. Após estas leituras, vários elementos do grupo relataram algumas experiências, tendo-se salientado a solidariedade, sobretudo daqueles que menos podem. Falou-se ainda nas boas reportagens televisivas que têm passado ultimamente, onde de conhecem situações concretas e realidades bem evidentes.

No segundo passo – JULGAR – o diálogo girou em torno do pessimismo “crónico” do povo português, que passa a vida a lamentar-se e não toma a iniciativa de fazer algo para mudar as coisas. Os vizinhos foram novamente tema de conversa, numa altura em que as pessoas, cada vez mais, só têm tempo para si e mal conversam com aqueles que moram nas portas ao lado. Falou-se ainda das Eucaristias, nomeadamente pelo facto de ser importante haver alegria, para que mais pessoas se sintam atraídas pela Igreja e pelas suas celebrações.

Seguiu-se o terceiro passo – ILUMINAR – momento em que a Irmã Deolinda fez a leitura do Evangelho do dia, de onde se tirou uma ideia importante: a ideia de romper caminhos! Jesus viveu sempre contra a corrente e nem por isso desistiu ou tão pouco perdeu forças. Este deverá ser um grande exemplo para nós, que devemos fazer sempre as coisas sem preconceitos, sem pensar no que os outros vão pensar e sem nos limitarmos pelos receios da rejeição.
No quarto passo – AGIR – apelou-se um pouco à vontade de cada um, ao compromisso pessoal que cada pessoa deve assumir, sempre baseados na esperança e nunca nos pensamentos derrotistas.

Após um excelente almoço, o trabalho da tarde prosseguiu com as questões acerca da continuidade do grupo. Para tal, a Irmã Deolinda entregou a cada elemento uma pequena compilação sobre alguns pontos em que deveria incidir a reflexão, no sentido de perceber o porquê de não se avançar com dois projectos: Moçambizade e Site. Após diálogo, concluiu-se que todos têm vontade de fazer muitas coisas, no entanto o tempo é um grande travão nessa vontade de agir. Todos os elementos salientaram o quão positivo é poder estar em reunião, poder conversar, reflectir e partilhar em grupo. Há sempre muita vontade e muita força de fazer mais e mais, no entanto, após o regresso às rotinas (profissionais e pessoais), há muitas coisas que acabam por cair em esquecimento. As promessas são feitas, só que nem sempre são cumpridas, apesar da vontade de avançar. No seguimento desta reflexão, o Guilhermo disse que seria vantajoso haver uma direcção mais assertiva e também que se fechasse um pouco o grupo, uma vez que o facto de haver sempre novos elementos descontrola um pouco o trabalho e não permite a implementação de projectos de forma coerente. Lembrou-se que foi opção do grupo, no início, não haver grandes formalidades e assumir-se uma conduta um pouco mais livre. Assim, a dúvida que se instalou foi a seguinte: deverá o grupo continuar só pela oração, pelo convívio e pela partilha? Ou, por outro lado, deverá o grupo organizar-se e definir objectivos concretos?

Após longa reflexão e partilha de opiniões, uma das decisões tomadas foi a de prosseguir com a abertura do grupo. Acertou-se ainda que o grupo poderá empenhar-se em pequenos projectos, desde que sejam realizáveis e acessíveis. Continuava-se no pensamento da acção (AGIR) e a Irmã Deolinda propôs o mote “Como é que eu vou ser pessoa de esperança?”, com o intuito de que a reflexão conduzisse o grupo a alguma acção mais concreta.

Relembrando os dois caminhos possíveis para o grupo, os elementos presentes manifestaram a sua vontade em optar pela vertente mais informal, de pessoas que se juntam para orar, reflectir, partilhar… Na planificação de cada encontro, se houver necessidade específica de alguma coisa ou de algum pequeno projecto de acção/intervenção, então aí o grupo deverá empenhar-se e tentar ajudar. É neste pensamento de AGIR que o grupo se compromete a ser solidário e a não perder a esperança, sendo sempre comprometido com ela. No próximo encontro, partilhar-se-á esta acção e este compromisso, o modo como cada um o assumiu e viveu. É um compromisso livre de cada um!

No que respeita à coordenação do grupo, salientou-se a necessidade de haver alguém responsável, que esteja atento a tudo, a todos os pormenores, que seja um fio condutor. Simultaneamente, a organização concreta de cada encontro estaria a cargo de duas pessoas. Estas duas situações são compatíveis e ideais. O grupo propôs o Guilhermo para esta coordenação. Ele agradeceu a confiança depositada e assumiu o compromisso.

Foi lembrada a data e o local do próximo encontro (2 de Abril, no Porto) e a Peregrinação pensada para o dia 9 de Julho. Por impossibilidade de algumas pessoas, esta última data foi remarcada, definindo-se o dia 16 de Julho. Para além disso, houve ainda outra alteração: a Peregrinação será no dia 2 de Abril e o próximo encontro no dia 16 de Julho, em Lisboa.

No que diz respeito à Peregrinação, ficou combinado que o grupo se reuniria no Porto, de manhã. Haveria tempo para uma pequena conversa e, depois de almoço, a Peregrinação teria início: partindo do Jardim Flori, o objectivo é assistir à Eucaristia que tem lugar na Igreja da Santa Rita (em Ermesinde), às 16h.

Relativamente ao encontro de 16 de Julho, que terá lugar na Casa Provincial, deverá reflectir-se sobre o tema “Qual a diferença entre uma pessoa boa, que pratica boas acções, e um Cristão?” – proposta do Guilhermo. Falou-se da possibilidade de convidar o Frei José Nunes para este encontro.
Antes de finalizar o encontro, a Irmã Deolinda lembrou duas datas importantes:
- este ano (2011) é o Ano Europeu do Voluntariado e é também o Ano Internacional da Descendência Africana;

- em 2018 celebram-se os 100 anos da fundação da Congregação; apesar de faltar ainda algum tempo, a Irmã propõe que cada um vá pensando em algo que poderá ser feito, de modo a poder apresentar sugestões.
A Irmã Deolinda salientou ainda os Intercâmbios entre as crianças do Flori e do Bairro 6 de Maio, actividade que se deveria manter.

No que se refere à contabilidade, foi dito que o grupo conta, no momento, com um saldo de 571€.

O 25º encontro foi encerrado com uma oração, seguida de um pequeno lanche no exterior.

Mª de Fátima Alves

CONVOCATÓRIA Nº 25

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“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

 

OLÁ, amigos do grupo LEA!

Esperamos que todos tenham tido um Santo Natal, com muita alegria, no seio das respectivas famílias.
Tal como se devem lembrar, o nosso próximo encontro é já no dia 15 de Janeiro, em Fátima.
Desta vez será na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo

Propomos que a chegada a Fátima se faça por volta das 9h e 30m e que as pessoas se dirijam à Capelinha para rezar, cada um por si, mas sabendo que estamos juntos em oração.
Às dez horas reunimo-nos atrás da Capelinha e seguimos para a Casa de Retiros, onde iniciaremos os nossos trabalhos.

A ordem de trabalhos será a seguinte:

Manhã

  • Partilha sobre o momento de oração vivido na Capelinha; notícias; leitura da acta; aprovação da agenda do dia
  • Partilha de “coisas boas” (proposta feita na reunião anterior – cada um deve levar pensadas duas “coisas boas”)

Reflectir sobre esta partilha com base na teoria proposta pelo Guilherme – VER / JULGAR / ILUMINAR / AGIR / CELEBRAR

 

Almoço - 13h  (8,5 € para leigos; 8€ para religiosas)

    Tarde

  • Projectos – Moçambizade e Site – continuar ou não?
  • Peregrinação
  • Cem anos da fundação da Congregação – sugestões para a celebração
  • Encontro de Abril – sugestão de temas
  • Contas
  • Outros assuntos
  • Oração final

 

Notas

1 - Como é necessário fazer a confirmação para a Casa de retiros, atempadamente, agradecemos que confirmem a vossa presença, sem falta,até ao dia 13 de Janeiro, às 12h.

2 – Em anexo, seguem também a acta da reunião anterior e a mensagem enviada pela Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo a confirmar a cedência do espaço e os preços do almoço.  

3 - Quem quiser pode levar lanche para partilhar, mas é preciso contar que possamos não ter tempo para nos reunirmos no fim da tarde.

Um abraço para todos

Porto, 31 de Dezembro de 2010

Irmã Deolinda, Daniela e Ana Miranda

ACTA DO ENCONTRO, nº 24

LEIGOS EM ASCENSÃO (LEA)
ACTA DO ENCONTRO, nº 24
Fátima, 9 de Outubro de 2010

Os elementos do grupo LEA, extensão da Família Dominicana, em particular, das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário (IMDR), reuniu a 9 de Outubro de 2010, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, tendo sido o primeiro encontro do ano. Estiveram presentes 21 pessoas, a seguir indicadas, das quais 5 foram pela primeira vez:
1.Ir.Deolinda, Ana Miranda, Daniela, Xana, Ana Tavares, Cristina, Susana, Teresa, Sílvio, Rita, Paula (1ª vez – amiga do Fernando e da Amélia), Amélia, Fernando, Ana Margarida, Ir. Angélica, Tó, Arminda (1ª vez – colaboradora do Centro Social do Br. 6 de Maio), Nhana , Guillermo (1ª vez - jovem estudante peruano, conhecido das Missionárias Dominicanas do Rosário, no Peru), Jorge(1ª vez – jovem voluntário durante cerca de 1 ano na missão das Irmãs em Timor, actualmente colaborador do Centro Social 6 de Maio), José (1ª vez – amigo e “bombeiro” das Irmãs na Casa Provincial).

ORDEM DE TRABALHOS
O Encontro teve início às 10h, tendo sido a seguinte a ordem de trabalhos:
Um – Apresentação dos elementos presentes; Dois – (Re)Definição da missão do grupo; Três – (Re)Definição do objectivo do grupo; Quatro – Definição das Acções; Cinco – Definição de datas; Seis – Contas.

PERÍODO DA ORDEM DE TRABALHOS
Ponto I – Apresentação dos elementos presentes
Após comparência no ponto de encontro, Capelinha das Aparições, às 10h, deu-se início ao Encontro, já no Centro Pastoral Paulo VI, com a apresentação de cada um, realizada pessoalmente, decorrente das 5 presenças novas.

Ponto II – A ORAÇÃO MISSIONÁRIA DOS LEA
Após desafio lançado pela Ir. Deolinda, a partir da leitura de uma das últimas vontades de Jesus “ide e anunciai por todo o mundo”, para a sugestão/debate de opiniões, seguiu-se uma chuva de ideias, ricas na sua contribuição de fé e aprofundamento do espírito da missão do grupo. Essas ideias foram depois escritas em pequenos pedaços de papel, por cada um dos elementos, e lidas em voz alta pela Ir. Deolinda, a partir das quais os membros presentes do Porto, irão escrever a “Oração Missionária dos LEA” .
No mesmo âmbito, a Ir. Deolinda relembrou de forma breve a origem e história dos LEA, resumida nas linhas seguintes: há cerca de 6 anos foi feito um convite às várias comunidades das IMDR no sentido de que indicassem pessoas, leigos, para um Encontro. E foram indicadas cerca de 8 pessoas. Nessa altura, as Irmãs Trindade e Deolinda, propuseram que se fizesse uma caminhada em conjunto, embora não se  soubesse como é que o caminho poderia ser percorrido. Os convidados, aceitaram a proposta e pediram que se fizesse uma breve história da Congregação. Na altura, não foi importante definir-se nem o nome, nem os objectivos do Grupo. Passados uns 2 / 3 anos, (no ano da beatificação de Ascensão Nicol), definiu-se o nome: “ Leigos em Ascensão”

Ponto III – (Re)Definição do objectivo do grupo
Como faltava pouco tempo para a interrupção dos trabalhos, decidiu-se deixar a reflexão sobre a redefinição dos objectivos do Grupo para a tarde e abordou-se o assunto relativo ao Projecto “Um abraço a Moçambique – Moçambizade II” e a Rita tomou a palavra para fazer a síntese do que se tinha combinado numa reunião que teve lugar em Setembro. Disse que se aguardava, neste momento, as sugestões e possibilidades de espaços, onde se poderia levar a efeito uma acção cultural e de solidariedade a favor de Moçambique. A data para a realização desse evento ficou por definir (talvez Abril /Maio). Vai depender da disponibilidade do espaço que se conseguir arranjar. Quando se tiverem estas propostas relativas aos espaços, marca-se outra reunião para se definirem os passos seguintes.

A Rita mencionou que na reunião de Setembro só tinha participado a Joana, por parte do ISU, mas que há outros elementos do grupo que poderão dar algum tipo de apoio, num espectáculo de música, por exemplo, e que aguardam instruções para avançar.

A Ir. Deolinda falou sobre a importância de o Grupo assumir algum compromisso, e que o Projecto referido poderia ser um, como forma de manter viva a chama do grupo, não se ficando somente com a reflexão  e convivência dos encontros.

A gravação do CD de música é um outro compromisso assumido pelo Grupo e que tem estado em stand by, a aguardar pelas letras e outras contribuições fundamentais à sua prossecução. Deverá ser composto por 4 músicas. Uma das letras, que ficou o Fernando de fazer, já está em poesia, mas ainda falta concluir. O “Porto” também ficou de fazer uma letra para outra música. O Américo ficou de fazer a parte instrumental com a colaboração da Teresa. A Amélia ficou com o contacto do Coro de Campolide (onde está a Manelinha), que fará outra música. Este Coro ficou de ver se era possível fazer uma interpretação do Hino dos LEA (música criada pelo João Pedro, filho do Tó), mas já disse que é muito difícil. Pelo que se decidiu, neste 24º Encontro, que ficaria como está no Original do filho do Tó.

Definiram-se datas e metas quanto ao objectivo CD: Próxima semana os membros LEA do Porto, vão fazer todos os contactos possíveis, incluindo a Universidade Católica, que se ofereceu para gravar uma música, para se saber se a gravação pode ser toda feita lá, quantas crianças podem participar, etc. Caso não se possa fazer lá toda a gravação, a Rita ofereceu-se para falar com alguns elementos do grupo do ISU para saber se há possibilidade de arranjar um estúdio em Lx. A Amélia ficou de falar com a Manelinha para saber se o coro de Campolide sempre oferece uma música, ou não. A Teresa ficou de falar novamente com o Américo para saber se é possível fazer alguma coisa.

12h – 14h Intervalo para almoço

Ponto IV – Definição das Acções
Retomando o assunto do Ponto II, a definição da missão do grupo, tema principal deste Encontro, foi distribuído por todos os presentes um pequeno cartão, que continha a definição do objectivo do Grupo, elaborada e assumida pelos LEA de há anos atrás e que se sintetizava assim:
“Participar e colaborar na Espiritualidade e Acção Evangelizadora das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário”.

Como muitos dos presentes não tinham participado na definição deste objectivo, nem sabiam que ele existia, alguns membros sentiram a necessidade urgente de se reflectir sobre o assunto. Depois de se ler e reflectir sobre o objectivo que lhes foi apresentado, todos concordaram que ele estava actual e que, por isso devia continuar como objectivo global, embora se devesse pensar e definir outros objectivos mais específicos. Depois de muito diálogo, estes ficaram assim resumidos:

  1. Estudo/formação (palestras, testemunhos, busca pessoal no aprofundamento do conhecimento da espiritualidade da Família Dominicana)
  2.  Crescer na Fé;
  3.  Aprofundamento dos Laços;
  4. Desenvolvimento do Sentido de Solidariedade;
  5. Compromisso.

Foi então pedido que se partilhasse a experiência sobre o trabalho nas prisões, uma vez que na apresentação a Paula disse que dava aulas no EPL e por haver no Grupo duas pessoas que são visitadoras. O tema despertou imenso interesse elevou-nos para a partilha e análise de outros males da nossa sociedade. Como a descrição que se estava a fazer era demasiado negra, houve quem sugerisse - a Cristina - que no próximo Encontro, se partilhassem as coisas boas que também existem, o que foi aceite por todos. No meio deste longo debate, o Guilherme que participava pela primeira vez no Encontro, partilhou a sua experiência e visão da sociedade, até porque fazia parte da Associação de Estudantes Universitários Católicos do seu País, o que nos resultou muito interessante. No meio da sua partilha disse a seguinte frase, que achamos que deveria pôr-se no site: “ A Missão das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário é trazer esperança onde ela não existe.”, o que também deve ser a missão dos Lea

O Guillermo concluiu com a metodologia usada no seu Grupo, no Peru, que aliás foi e é a usada na Acção Católica e que inclui os conhecidos passos: VER, JULGAR e AGIR. No entanto, o Guillermo disse-nos que há quem inclua mais dois passos, ficando a escala assim composta: VER, JULGAR, ILUMINAR, AGIR e CELEBRAR.

Este Ponto IV terminou com a constatação do ponto da situação das acções já em curso, nomeadamente: 1.Site – tem-se falhado muito. 2.Actas – a Daniela sugeriu que fossem colocadas no site (upload) e, se possível, logo a seguir aos encontros. 
Quanto às acções em curso, ficou decidido:
Site:  1.A Xana irá colocar a frase “Trazer esperança onde não há esperança”.2.O Tó  vai trabalhar o tema do Natal; 3. Amélia e Paula, um testemunho sobre as prisões; 4. O Jorge, o momento pós-missão em Timor; 5. Fernando, Cristina e Ana, a crise; 6. a Arminda e Nanha, a vivência no Bairro 6 de Maio; 7. Sílvio e Rita, o namoro e o casamento.

Foram lançadas propostas de outras acções: 1. Uma peregrinação. 2. Um convite ao Grupo de Lisboa para animar uma Eucaristia dominical no Bairro 6 de Maio ( o que em geral foi bem aceite). Outras propostas foram lançadas, como a de cada um assumir trazer um elemento novo para o Grupo, mas não reuniu unanimidade.

Ponto V – Definição de datas e dos locais dos Encontros:
Local: A Ir. Deolinda começou por perguntar aos presentes o que achavam deste espaço, em Fátima, e a resposta foi positiva, pois é menos cansativo para todos. A Amélia ofereceu a sua casa para um próximo encontro. A Ir. Deolinda lembrou que deve fazer-se sempre algum encontro na Casa Provincial.
Datas: 15 Jan (Fátima) / 2 Abr ( Porto) / 9 Jul (peregrinação – ainda por confirmar)

A. Ir. Deolinda propôs que houvesse uma pessoa responsável pela coordenação do Grupo. Nomeou-se então, para o ano, a Ana Miranda, tendo como ajudantes a Daniela, a Xana e a Ana.

Ponto VI – Contas : O saldo actual é de €461,55.

CONCLUSÃO DOS TRABALHOS
O encontro foi encerrado por volta das 18h, ao que se seguiu um pequeno lanche, e da mesma se lavrou a presente acta.

Ana Margarida Raposo

21º ENCONTRO DOS L.E.A.

Grupo de Leigos

Caixa de texto:  "Não posso estudar em peles mortas enquanto há peles vivas a passar necessidade".
( São Domingos de Gusmão)

O vigésimo primeiro encontro dos L.E.A. (Leigos Em Ascensão), decorreu no Centro Social do Bairro 6 de Maio, Buraca.
O tema deste encontro foi «S. Domingos, Vida e Obra», tendo como orador o Frei Rui Carlos o.p.

S. Domingos será, durante este ano, objecto de estudo e reflexão por parte do grupo, pois surgiu uma necessidade de adquirir conhecimentos sobre os fundadores da Ordem Dominicana. Frei Domingos de Gusmão foi caracterizado como um padre muito democrata para a época em que vivia.

Na caracterização que nos foi apresentada, revemos toda a Ordem e Carisma Dominicano.
Foi uma manhã de formação que muito agradou e elucidou os presentes.
Depois do almoço e da visita ao Bairro, por parte dos elementos que ainda não o conheciam, seguiu-se a análise das actividades planeadas para este ano, incidindo-se, especialmente, na visita a Caleruega por parte dos LEA e de quem a ele está ligado.

Xana, Ana Miranda, Daniela e Ana (do Grupo LEA do Porto)

Fotogalerias

Bairro 6 de Maio
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Moçambique
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