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CASAMENTO DA RITA E DO SÍLVIO


No dia 3 de Setembro, A Rita Figueirinhas e o Sílvio, dois membros do GRUPO LEA, celebraram o seu casamento na Igreja Paroquial de Vila Nova de Santo André e quem participou, pode testemunhar que foi uma Celebração muito bem preparada – nenhum cântico, leitura, símbolo, dança, ou gesto estava ali por acaso -. Tudo tinha sido escolhido por alguma razão.

A alegria, simplicidade e originalidade dos noivos; a maneira bela, profunda, humana e próxima, como o Padre Júlio Lemos orientou a celebração e dialogou com os presentes e ainda o coro, muito bem ensaiado e acompanhado com vários instrumentos, fez com que fosse um casamento cheio sentido, vida, alegria e cor. Os convidados eram muitos, mas ninguém se mostrava cansado, ou com vontade de que a celebração terminasse. Ao contrário, ouviu-se no final, alguns dizerem que “nunca tinham participado num casamento assim”.

Como não podia deixar de ser, Moçambique, que lhes está no coração, esteve muito e sempre presente - a Rita fez 10 meses de Voluntariado nas Mahotas e o Sílvio 1 mês -. Essa presença teve várias expressões: as Hóstias que foram consagradas e distribuídas na Comunhão, tinham sido enviadas pelas Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário de Maputo e Mahotas; a Celina Panguana, grande amiga dos noivos, veio de propósito para este dia; alguns dos cânticos, instrumentos musicais e alguns símbolos do ofertório, também tornaram esse País presente.  O próprio bolo de noiva, tinha a forma do continente africano.

Toda a celebração foi um lindo e vivo testemunho de quem é verdadeiramente  cristão e vive com entusiasmo a sua fé, em Cristo.

 

Obrigado, Rita e Sílvio!

O que se segue foi retirado duma mensagem de agradecimento que a Rita e o Sílvio enviaram, depois, para todos os que viveram com eles este acontecimento tão importante das suas vidas:

“…A todos os que estiveram presentes no dia 3 de Setembro obrigada pela vossa presença (tão importante para nós), por terem vivido intensamente connosco a cerimónia na Igreja…

Ao Clero… ehehe… Irmãs e Pe Júlio… foram imprescindíveis para que a nossa cerimónia e a nossa história fosse de facto como num conto de fadas…

Obrigada também a todos pela vossa alegria e boa disposição na copo d’água… Foi lindo…maravilhoso… muito divertido… e um dia muito feliz… principalmente porque vos tínhamos a todos reunidos num momento tão importante…

Obrigada também pelos vossos presentes, pelas surpresas que alguns nos prepararam… o power point (maravilhoso)… até houve quem cantasse para nós a solo… outros cantaram-nos uma serenata… lol… foi fantástico…

Quanto à Lua de Mel (obrigada também aos que contribuíram para ela)… foi maravilhosa… já tivemos oportunidade de contar algumas coisas a alguns… o cruzeiro é qualquer coisa de espectacular… adorámos as ilhas gregas e principalmente Dubrovnik… e Veneza… bem… é deslumbrante… e muito romântico… Enviamos algumas  fotos para terem um cheirinho…

Quanto à vida de casados… cá andamos… às voltas ca casinha vazia… usando e abusando da nossa Bimby (obrigada Ámigas)… arrumando caixotes e mais caixotes… construindo aos poucos o nosso ninho do Ámor… ehehe…

Beijinhos e Abraços

Dos casadinhos de fresco e muito felizes….

Inha e FivoJ (para quem não percebe este código… Rita e Sílvio)”

 MDR

CONVOCATÓRIA Nº 29

 

Resumo:
Data    : 15 de outubro de 2011
Ora     : 10h00 am
Lugar  : Fátima, Casa de retiros de Nossa Senhora das Dores.
Tema   : “Como motivar à  Fé e ao Compromisso?”

Como foi recordado há dias, temos o nosso Encontro do Grupo LEA, no próximo dia 15 de Outubro, sábado, em FÁTIMA. Desta vez,, vai ser na  Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores, ou seja, aquela que fica junto ao Santuário, do lado da Capelinha das Aparições.

Os nossos últimos Encontros têm sido marcados pela reflexão e debate sobre a “identidade” do Grupo. Embora nos pareça que já várias vezes chegamos a alguma conclusão, e de facto chegamos, temos que reconhecer que a vida e a realidade não são estáticas. Depois há sempre alguém – e ainda bem – que se interroga sobre isso mesmo. Assim sendo, que lhes parece que se retome o tema? Nesta perspectiva, no Encontro que se realizou em Julho, na Casa Provincial, decidiu-se que a nossa primeira Reunião de Outubro, teria uma tónica de maior silêncio, reflexão, retiro… e que o tema seria “Como motivar à Fé e ao Compromisso?”.

Assim sendo propõe-se o seguinte programa:

10h00 – Chegada
10h15 – Encontro nas traseiras da Capelinha das Aparições e ida para a Casa de Retiro
10h30 – Apresentação dos participantes e do plano do dia  *
                        .Invocação ao Espírito Santo para que nos ilumine e ajude
                        .Silêncio, oração, reflexão
13h00 – Almoço
14h30 – Partilha sobre a reflexão feita e programação futura
17h00 – Oraçao final
17h15 – Fim das actividades e lanche partilhado

Como sabem, nós temos que comunicar, necessariamente, ao Santuário de Fátima o número exacto de quantos somos. Por essa razão pede-se, que por favor, confirmem quem vai, até ao dia 12 de Outubro. Podem fazê-lo ou para o Guillermo ou para a Ir. Deolinda. Não esqueçam, por favor!

Atentamente
                                                           Guillermo e Deolinda

* Nota 1: Na última Assembleia Provincial, que nós Irmãs, tivemos, ponderaram-se as vantagens e/ou inconvenientes que poderia haver se uma Irmã de cada Comunidade participasse nos Encontros dos LEA, e viu-se que isso poderia aproximar mais o Grupo, às Missionárias Dominicanas e vice-versa, tanto mais que, pelo facto de a todos nós nos dar mais jeito fazer alguns Encontros em Fátima, essa ligação poderia esmorecer... Assim sendo, neste próximo Encontro, vai estar mais alguma Irmã. 
Pede-se desculpa por esta reflexão não ter sido feita antes, no Grupo, mas foi algo que surgiu no seguimento da avaliação da nossa vida e acção. Em Outubro podemos falar sobre isto.

XXVIII ENCONTRO LEA

XXVIII ENCONTRO LEA
ACTA DE 16-07-11

Presenças: Tó, Xana, Amélia, Fernando, I. Deolinda, Noémia, Guillermo, Sr. Zé, I. Adelaide, Daniela, Fátima, Ana Miranda, Teresa Velosa e Teresa Oliveira.

Deu-se início ao encontro com a apresentação mútua dado que estava presente um novo elemento a convite da Teresa Velosa.

A Amélia e o Fernando tiveram de ausentar-se devido a compromissos familiares, tendo o Fernando, uma vez mais, lançado o repto ao grupo sobre o que sente ser fundamental, ou seja, o grupo deve ir mais além ao nível da sua acção concreta, tema que o grupo pretende retomar nos próximos encontros.
De seguida os membros do grupo deram conta das novidades: a Daniela iniciou voluntariado na ACREDITAR. A I. Adelaide informou da realização da festa de S. Domingos a 3 de Julho, no Bairro 6 de Maio. A I. Deolinda falou da sua recente visita aos EUA mais precisamente à província de Providence. Esta diocese costuma organizar com as Paróquias portuguesas (7 no total), na sua maioria de origem açoreana, a iniciativa “Apelo à Cooperação Missionária”. Acrescentou que a realidade desta zona não tem nada a ver com a imagem que normalmente existe na Europa em relação aos EUA. Aqui as pessoas convivem muito, fazem celebrações tradicionais e encontram-se muitas pessoas comprometidas com a igreja, com o bem comum, há uma maior participação dos homens na igreja e um espírito muito aberto.

Como havia ficado decidido no encontro anterior, o Guillermo orientou os trabalhos e começamos então com a leitura do êxodo 3, 13-15. Seguiu-se uma reflexão e dinâmica sobre a “esperança” através dos contributos dos elementos que participaram na caminhada no Porto.

Após uma breve oração de acção de graças em grupo e de um Pai-nosso, foi tempo de reflectir sobre o tema escolhido para este encontro: “Um pouco mais perto das Missionárias Dominicanas”. O Guillermo surpreendeu o grupo e preparou uns slides com fotos ilustrativas sobre a história, origem e acção missionária das Irmãs. Dois aspectos fundamentais foram focados: o início da congregação e o carisma.

Muito resumidamente e sobretudo para quem não esteve no encontro poder acompanhar: a congregação surgiu primeiro no Peru (Porto Maldonado), em 1918, através de Monsenhor Zubieta, com a cooperação de Ascensão Nicol e outras Irmãs, como resposta a uma necessidade premente de instaurar a igreja entre os nativos da selva peruana. A promoção da mulher foi um dos aspectos mais relevantes da acção da congregação. O seu carisma consiste em “envangelizar os pobres nas situações missionárias onde a igreja mais necessita”. Este carisma é vivido através da missão e é alimentado pela fé, oração, comunidade, escuta e estudo.

Terminada a manhã foi altura de petiscar um delicioso arroz de pato preparado pelas irmãs da casa provincial J e dar um passeio à volta da casa para ver as flores, hortaliças e legumes.

De volta à sala do encontro vimos umas fotos do último capítulo geral que costuma realizar-se de 5 em 5 anos. Consiste em reunir uma assembleia representativa de todas as irmãs da Congregação com o objectivo de fazer uma revisão de vida e de missão e simultaneamente uma projecção do futuro. Desta feita houve lugar a uma reflexão sobre como viver a partir de uma escuta ao que o Espírito pede num mundo em mudança. Os temas principais abordados foram: centrar a vida em Deus, formação, presenças pioritárias e significativas nos locais, papel dos leigos, voluntariado e investimento nos novos meios de comunicação.

O grupo fez também a avaliação do ano 2010/2011 nomeadamente: os 4 Encontros, a caminhada, o intercâmbio entre o Flori e o Bº 6 Maio e a visita do Jorge ao Colégio, através de uma dinâmica em que cada elemento escolhia uma côr para pintar parte de uma flor.

O grupo foi unânime em considerar que a metodologia dos Encontros deveria pautar-se por dois vectores igualmente importantes: a reflexão e acção.
Terminados os trabalhos marcou-se o próximo encontro para dia 15 de Outubro, em Fátima, ficando em aberto o grupo propôr temas de reflexão e eventuais convidados.

Lisboa, 16 de Julho de 2011.
A LEA - Teresa Velosa

CARTA AOS LEA

Queridos Amigos,

É com muita alegria no coração que vos escrevo. É para mim uma honra fazer parte deste grupo - Os Leigos em Ascensão –.
Peço desculpa pela franqueza ou se calhar pela ousadia, mas creio mesmo, que antes de vos conhecer, já me considerava parte deste grupo, quanto mais não seja pelo facto, de à semelhança de muitos outros jovens, ou menos jovens que colaboram ou colaboraram de perto com a Congregação das Irmãs Missionárias Dominicanas do Rosário, também eu, sinto que se não fosse por Ela, a Madre Ascensão, fundadora da congregação, eu não teria a oportunidade de ter vivido de perto aquilo que vivi e aquilo que estarei por viver nos próximos tempos.

Sou Leigo e a realidade é que me encontro de facto ligado a Ascensão, bom, se calhar seria injusto se não referisse que me encontro de igual modo ligado a M. Ramón Zubieta, se calhar porque à sua semelhança sou homem, mas também porque sei que ele teve o seu próprio papel na fundação da congregação.
Agradeço-lhes por isso. Muito provavelmente, não sonhariam que um dia existiria um grupo de pessoas (leigos) comprometidas em vivenciar o seu projecto. Acredito que lá do alto, bem junto ao Pai, se alegram com e por todos nós.

Confesso que depois de ler a ultima acta de Janeiro, houve uma pequena frase, proferida como proposta de reflexão pela Ir.Deolinda, que me chamou a atenção, é com base nesta pequena questão, que vou tentar transmitir por palavras aquilo que sinto, agora a escassas horas de regressar a Oecusse. 
“Como é que eu vou ser pessoa de esperança?”

Acredito que esta esperança a que a Ir.Deolinda se refere, diga directamente respeito à esperança que nos foi gratuitamente oferecida por Jesus. A esperança num Amor único, que nos faz sonhar e ousar crer que também nós podemos ser transmissores desse Amor.

É por isso que parto para Timor. Porque acredito que Deus me deu a oportunidade de vivenciar esse Amor. E nós, só conseguimos ser transmissores de esperança, quando essa mesma esperança se encontra em nós, quando nos segreda ao coração, ao ponto de termos que sair de nós mesmos ao encontro do outro.

Isto não significa que me considere um “super herói”, pelo contrário, vejo-o como a oportunidade que Deus me dá em me descobrir, em aprender, em me fazer sentir que com e pelos outros podemos fazer coisas que mesmo sendo difíceis ou muito difíceis, são possíveis de realizar.

Lá em Timor, existe muito pouco de cada coisa, e há coisas que não existem de todo. Existe escassez de alimentos, e uma outra escassez de dimensões provavelmente semelhantes. Uma escassez de Amor. No local para onde vou, vivem muitas meninas, algumas órfãs, e maioritariamente provenientes da montanha, de zonas onde tudo escasseia a uma dimensão horrível, são literalmente trocadas e comercializadas como se de bens se tratassem. O mais perto de Amor que conhecem, é o mínimo de compaixão que a família usa no seu parco sustento alimentar.

Restou-lhes a providência divina, que as conduziu àquela casa, onde hoje se encontram e vivem como família alargada. Continuam pobres de “coisas” mas ricas em Amor.

Este Amor é gratuito, para que ele brote ou perdure, é necessário que se cultive.

E depois, há que ser regado à semelhança da terra que nos dá fruto. Este “regar”, é tarefa que as Irmãs escolheram como compromisso de vida. E eu, lá vou, consciente que muito provavelmente terei um regador de dimensões bem mais reduzidas, mas que mesmo assim ouso considerar útil.

Lá, as crianças tratam-me por Irmaun ou maun, (palavras em tétum que significam Irmão) também isso me fez e faz recordar algo que muitas vezes negligenciamos. Principalmente aqueles com quem nos cruzamos no caminho de Vida. Irmãos, somos todos Irmãos, e nem sempre agimos como tal. E esta lição, é-me ensinada por crianças, as mesmas a quem tenciono ajudar a “regar” de Amor.

Lá, existe um senhor a quem levei e tenciono continuar a levar as refeições diárias, este senhor vive numa cabana longe. Para lá chegar, há que saltar sebes, andar por carreiros, passar diante de um enorme boi que me olha deitado e me continua a perseguir com o olhar (felizmente na mesma posição). Este senhor vive numa cabana onde parte do telhado não existe. É deficiente físico e creio que terá igualmente um problema semelhante ao nível psicológico. Fala pouco, e o que fala é em Baikeno, o dialecto local e característico de Oecusse. Sempre lhe levei comida e sempre me esperou no mesmo local, exactamente na mesma posição. Sempre lhe disse bom dia ou boa tarde em português, ao que me respondia com qualquer coisa que nunca cheguei a entender. No último dia em que lhe levei comida, pedi a uma menina (vai sempre uma menina comigo) que lhe traduzisse algo para Baikeno. Não estava à espera de uma resposta diferente ou mais coerente do que todas as outras, em que diz qualquer coisa que ninguém entende. Disse-lhe que iria partir, para Portugal, e depois da tradução, agarrou-se ao meu braço e baloiçando-se sorria para mim. Foi dos maiores presentes que poderia ter recebido. E mais uma vez, uma lição. Foi nele que se manifestou Deus, mesmo à minha frente, um senhor a quem tencionava ajudar a “regar” de Amor.

A pergunta que coloco é só uma. Afinal, quem é o “jardineiro” no meio de tanto “regar”? Serei eu que o tencionaria fazer, ou serão todos aqueles a quem tencionaria “regar”?

Apraz-me pensar que só há um jardineiro. E nenhum daqueles que mencionei. Será certamente o mesmo que nos criou e criou o mundo à nossa volta. Um mundo tão diferente e tão rico em oportunidades de experimentar e vivenciar esperança.

O mesmo que me deu família e amigos, e a oportunidade de voltar a Oecusse e de O voltar a sentir tão perto. Esse jardineiro é Deus.

É n’Ele que deposito o desejo de que continueis a crescer como grupo, ao estilo de Ascensão.

Despeço-me de todos vós com um abraço amigo,

Jorge Mestre


Montanhas do Oecusse

Acta do 26º Encontro dos LEA

 

 

No dia 02 de Abril, do ano em curso, teve lugar, no Porto, o 26º Encontro dos LEA.

Como foi um Encontro bastante diferente do habitual, não se faz propriamente uma Acta, mas apenas se registam alguns dados de maior interesse.

Estiveram presentes: Ana Miranda, Daniela, Fátima, Xana, Ana Tavares, Sr. José, Guillherme, Maria João, Faustina, Arminda, Noémia, Ir. Adelaide, Ir. Deolinda e Ir. Isabel. Na peregrinação e no Lanche estiveram também a Conceição e a Sara, uma antiga Professora do Colégio Flori.

O Encontro começou, no Colégio Flori, às 10h30 com o Acolhimento, onde não faltaram os bolinhos, o café, chá e outros petiscos.

Uma vez já na sala, o Guillherme fez a apresentação do plano do dia e uma pequena reflexão sobre a Esperança, motivando assim a reflexão para a tarde. Foi lida a linda e sentida carta que o Jorge escreveu ao Grupo, o que causou alguma emoção.

Às 11h45 tivemos um óptimo almoço, para em seguida partirmos para a Igreja do Marquês (passando antes pelo Santuário de Santa Rita, para aí se deixarem os carros), onde após uma pequena oração, se iniciou a Peregrinação. Foram duas horas de caminhada, que se fizeram muito bem. O Grupo foi convidado, enquanto caminhava, a encontrar um símbolo que expresse a ESPERANÇA, a fim de se partilhar na hora do lanche.

Chegados ao santuário, participamos na Eucaristia vespertina do IV Domingo da Quaresma e pudemos aperceber-nos da profunda e grande devoção e fé que a população da Zona dedica e expressa a Santa Rita de Cássia.

O último acto do dia foi um excelente lanche ajantarado, em casa da Fátima, que  proporcionou um bom convívio, apesar da pressão do tempo, pois a viagem até Lisboa ainda era longa e a hora ia adiantada. Como não houve tempo, nem ambiente para se partilhar os símbolos com que cada um gostava de expressar a ESPERANÇA, combinou-se que se poderia partilhar, enviando um e-mail para a Irmã Deolinda, descrevendo e apresentando o símbolo que tinha escolhido, para no final se apresentar a todos o resultado. Mãos à obra!... Os que não estiveram no Encontro também o podem fazer
Foi um dia cheio e muito bom. Logo no dia seguinte alguém partilhava que não se sentia nada cansado e perguntava quando se repetia a caminhada.

Porto, 02 de Abril de 2011 
Ir. Deolinda

CONVOCATÓRIA Nº 26

Estimados amigos e amigas do GRUPO LEA

Relembro os nossos últimos encontros onde falamos da problemática da nossa sociedade, mas também das coisas boas que nela acontecem, o que nos permitiu descobrir o potencial que temos para a poder transformar, sobretudo através da solidariedade, alimentada pela fé, solidariedade que cada um de nós pode e deve ir concretizando no quotidiano da sua vida.

Passado algum tempo, nessa mesma perspectiva, voltaremos a reunir-nos, se Deus quiser, mais uma vez, no próximo dia 2 de Abril, sábado, no Porto. Será mais um dia, em que podemos experimentar a alegria do re-encontro, e partilhar bons momentos de reflexão, durante a Peregrinação até à Igreja de Santa Rita – Ermesinde -que nesse dia faremos.

O Programa será, aproximadamente, o seguinte:

HORÁRIO:

  1. 10:30   Acolhimento-Colegio Flóri.
  2. 11:00  Apresentação do dia e dos temas:

Como é que eu sou pessoa de Esperança?
Quais são ou foram os nossos compromissos de solidariedade desde a última reunião?

  1. 11:45  Almoço
  2. 13:00  Início da Peregrinação que começa com uma oraçao e partilla
  3. 16:00  Eucaristia na Igreja de Santa Rita
  4. Lanche, em casa da Fátima
  5. Regresso a casa     
  1. Reflexão

 

Nesta primeira etapa podemos reflectir sobre as perguntas que ficaram pendentes  na última reunião e que têm a ver com a Esperança: como podemos semear Esperança?; como somos pessoas de Esperança para os outros e qual é o nosso cuidado em o concretizar nas nossas acções diárias?.

  1. Peregrinação

Na caminhada, - em tempo de Quaresma que é para nós um “Kairos” (tempo propício), poderemos ir reflectindo, como amigos e como cristãos, sobre como avançar no ´ Projecto Pessoal  ´ de cada um e no Projecto do Grupo .

Quem pensa participar - e era muito bom que fôssemos muitos, até porque é um Encontro diferente - agradece-se que o comuniquem, até ao dia 29 de Março para:

Ir. Deolinda:
Tlm     : 965351208 ; Telefone: 214762660 / 214748859  
e-mail :  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Ana Miranda:
                        Tlm     : 966541367 ;  Telefone: 228323055
                        e-mail :  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Guillermo:
                        Tlm     : 964063705
                        e-mail :  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Duas Notas:

- Se alguma pessoa amiga gostar de participar neste Encontro, com características próprias, pode ser convidado

- Agradecia-se aos de Lisboa que queiram/possam disponibilizar o seu carro, o favor de o comunicar, como aliás sempre o têm feito.

Lisboa, 13 de Março de 2011

Atentamente Guillermo

ACTA DO 25º ENCONTRO DO GRUPO LEA

ACTA DO 25º ENCONTRO DO GRUPO LEA 
Fátima – 15/01/2011

No dia 15 de Janeiro de 2011, em Fátima, o grupo LEA reuniu-se para mais um encontro: o vigésimo quinto. Infelizmente, houve muitos elementos que não puderam participar, dados os afazeres profissionais, familiares ou pessoais. Ainda assim, o grupo reuniu de forma entusiasta e com vontade de passar mais um dia em boa companhia.

Estiveram presentes os seguintes elementos: Irmã Deolinda, Irmã Adelaide, Guilhermo, Jorge, José, Amélia, Fernando, Arminda, Nhanha, Fátima, Ana Miranda, Ana Tavares, Daniela e Noémia.

Após o encontro na Capelinha das Aparições, pelas 10h, e depois de todos terem tido oportunidade de estar um pouco em oração, o grupo dirigiu-se para a casa de Nossa Senhora do Carmo, local definido para a reunião.

Uma vez mais, houve necessidade de alguns elementos se apresentarem, uma vez que, após dois anos, a Fátima estava de regresso e não conhecia alguns elementos presentes. Esta apresentação foi breve e seguiu-se um momento de partilha em que, sob proposta da Irmã Deolinda, cada um expressou os sentimentos experimentados nos minutos de oração passados na Capelinha das Aparições.

Seguiram-se as notícias, tendo como mote o Natal. Vários elementos falaram do modo como esta festa foi vivida em suas casas e também nos contextos profissionais. Salientaram-se alguns aspectos, nomeadamente a recordação e vivência de antigos hábitos e os primeiros passos dados para o convívio saudável com os vizinhos. Foram dados valiosos testemunhos, carregados de boa vontade e muita bondade! Falou-se ainda da iniciativa de uma Esquadra da Polícia que convidou o Centro Social 6 de Maio para um dia diferente e muito bem organizado.

Passou-se à partilha das coisas boas, prevista na acta, tendo em conta a metodologia (proposta pelo Guilhermo no último encontro) VER, JULGAR, ILUMINAR, AGIR e CELEBRAR.

Assim, de acordo com o primeiro passo – VER –, a Irmã Deolinda partilhou um texto acerca das coisas positivas que o nosso país tem. Num momento de tanto pessimismo e derrotismo, foi bom ouvir falar nas coisas boas de Portugal. Também encorajador foi o discurso de Embaixador da Grã-Bretanha, publicado pelo jornal Expresso (18 de Dezembro de 2010) e lido pela Irmã Deolinda. Mais uma vez, soube bem ouvir estas palavras, onde se falava tão bem do nosso país. Após estas leituras, vários elementos do grupo relataram algumas experiências, tendo-se salientado a solidariedade, sobretudo daqueles que menos podem. Falou-se ainda nas boas reportagens televisivas que têm passado ultimamente, onde de conhecem situações concretas e realidades bem evidentes.

No segundo passo – JULGAR – o diálogo girou em torno do pessimismo “crónico” do povo português, que passa a vida a lamentar-se e não toma a iniciativa de fazer algo para mudar as coisas. Os vizinhos foram novamente tema de conversa, numa altura em que as pessoas, cada vez mais, só têm tempo para si e mal conversam com aqueles que moram nas portas ao lado. Falou-se ainda das Eucaristias, nomeadamente pelo facto de ser importante haver alegria, para que mais pessoas se sintam atraídas pela Igreja e pelas suas celebrações.

Seguiu-se o terceiro passo – ILUMINAR – momento em que a Irmã Deolinda fez a leitura do Evangelho do dia, de onde se tirou uma ideia importante: a ideia de romper caminhos! Jesus viveu sempre contra a corrente e nem por isso desistiu ou tão pouco perdeu forças. Este deverá ser um grande exemplo para nós, que devemos fazer sempre as coisas sem preconceitos, sem pensar no que os outros vão pensar e sem nos limitarmos pelos receios da rejeição.
No quarto passo – AGIR – apelou-se um pouco à vontade de cada um, ao compromisso pessoal que cada pessoa deve assumir, sempre baseados na esperança e nunca nos pensamentos derrotistas.

Após um excelente almoço, o trabalho da tarde prosseguiu com as questões acerca da continuidade do grupo. Para tal, a Irmã Deolinda entregou a cada elemento uma pequena compilação sobre alguns pontos em que deveria incidir a reflexão, no sentido de perceber o porquê de não se avançar com dois projectos: Moçambizade e Site. Após diálogo, concluiu-se que todos têm vontade de fazer muitas coisas, no entanto o tempo é um grande travão nessa vontade de agir. Todos os elementos salientaram o quão positivo é poder estar em reunião, poder conversar, reflectir e partilhar em grupo. Há sempre muita vontade e muita força de fazer mais e mais, no entanto, após o regresso às rotinas (profissionais e pessoais), há muitas coisas que acabam por cair em esquecimento. As promessas são feitas, só que nem sempre são cumpridas, apesar da vontade de avançar. No seguimento desta reflexão, o Guilhermo disse que seria vantajoso haver uma direcção mais assertiva e também que se fechasse um pouco o grupo, uma vez que o facto de haver sempre novos elementos descontrola um pouco o trabalho e não permite a implementação de projectos de forma coerente. Lembrou-se que foi opção do grupo, no início, não haver grandes formalidades e assumir-se uma conduta um pouco mais livre. Assim, a dúvida que se instalou foi a seguinte: deverá o grupo continuar só pela oração, pelo convívio e pela partilha? Ou, por outro lado, deverá o grupo organizar-se e definir objectivos concretos?

Após longa reflexão e partilha de opiniões, uma das decisões tomadas foi a de prosseguir com a abertura do grupo. Acertou-se ainda que o grupo poderá empenhar-se em pequenos projectos, desde que sejam realizáveis e acessíveis. Continuava-se no pensamento da acção (AGIR) e a Irmã Deolinda propôs o mote “Como é que eu vou ser pessoa de esperança?”, com o intuito de que a reflexão conduzisse o grupo a alguma acção mais concreta.

Relembrando os dois caminhos possíveis para o grupo, os elementos presentes manifestaram a sua vontade em optar pela vertente mais informal, de pessoas que se juntam para orar, reflectir, partilhar… Na planificação de cada encontro, se houver necessidade específica de alguma coisa ou de algum pequeno projecto de acção/intervenção, então aí o grupo deverá empenhar-se e tentar ajudar. É neste pensamento de AGIR que o grupo se compromete a ser solidário e a não perder a esperança, sendo sempre comprometido com ela. No próximo encontro, partilhar-se-á esta acção e este compromisso, o modo como cada um o assumiu e viveu. É um compromisso livre de cada um!

No que respeita à coordenação do grupo, salientou-se a necessidade de haver alguém responsável, que esteja atento a tudo, a todos os pormenores, que seja um fio condutor. Simultaneamente, a organização concreta de cada encontro estaria a cargo de duas pessoas. Estas duas situações são compatíveis e ideais. O grupo propôs o Guilhermo para esta coordenação. Ele agradeceu a confiança depositada e assumiu o compromisso.

Foi lembrada a data e o local do próximo encontro (2 de Abril, no Porto) e a Peregrinação pensada para o dia 9 de Julho. Por impossibilidade de algumas pessoas, esta última data foi remarcada, definindo-se o dia 16 de Julho. Para além disso, houve ainda outra alteração: a Peregrinação será no dia 2 de Abril e o próximo encontro no dia 16 de Julho, em Lisboa.

No que diz respeito à Peregrinação, ficou combinado que o grupo se reuniria no Porto, de manhã. Haveria tempo para uma pequena conversa e, depois de almoço, a Peregrinação teria início: partindo do Jardim Flori, o objectivo é assistir à Eucaristia que tem lugar na Igreja da Santa Rita (em Ermesinde), às 16h.

Relativamente ao encontro de 16 de Julho, que terá lugar na Casa Provincial, deverá reflectir-se sobre o tema “Qual a diferença entre uma pessoa boa, que pratica boas acções, e um Cristão?” – proposta do Guilhermo. Falou-se da possibilidade de convidar o Frei José Nunes para este encontro.
Antes de finalizar o encontro, a Irmã Deolinda lembrou duas datas importantes:
- este ano (2011) é o Ano Europeu do Voluntariado e é também o Ano Internacional da Descendência Africana;

- em 2018 celebram-se os 100 anos da fundação da Congregação; apesar de faltar ainda algum tempo, a Irmã propõe que cada um vá pensando em algo que poderá ser feito, de modo a poder apresentar sugestões.
A Irmã Deolinda salientou ainda os Intercâmbios entre as crianças do Flori e do Bairro 6 de Maio, actividade que se deveria manter.

No que se refere à contabilidade, foi dito que o grupo conta, no momento, com um saldo de 571€.

O 25º encontro foi encerrado com uma oração, seguida de um pequeno lanche no exterior.

Mª de Fátima Alves

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